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O Vale do Minho, representa um rico e complexo mosaico paisagístico, correspondendo a uma significativa porção da Rede Fundamental de Conservação da Natureza. Ao longo da área de influência do rio Minho, desde que entra em Portugal até à sua foz, encontra-mos duas áreas protegidas, das quais uma é o único Parque Nacional do país, cinco Sítios de Importância Comunitária e duas Zonas de Protecção Especial.

O rio Minho, fronteira natural com Espanha, é um dos rios nacionais que apresenta menor implantação de empreendimentos hidráulicos, sendo a sua bacia hidrográfica, uma das mais importantes para a conservação de espécies piscícolas migradoras.

As montanhas que delimitam o vale, albergam unidades vegetais riquíssimas e de elevada  biodiversidade, que por sua vez suportam uma importante comunidade animal. Veja-se a título de exemplo o corredor ecológico que passando pelo Corno do Bico liga o Gerês à Serra de Arga, tornando esta no local mais a Noroeste do país com território favorável para a ocorrência de lobo.

Falar da paisagem do Vale do Minho é também falar da sua população, da sua etnografia, que influenciou e foi influenciada, que unificou e complementou, até se consubstanciar no binómio que hoje conhecemos. O património impar que representam as veigas, as brandas e inverneiras ou os socalcos e terraços, de elevado valor etnográfico e paisagístico, está intimamente ligado à ocupação humana do território e à necessidade de conservação do recurso solo!